sábado, 26 de março de 2011
Quem inventou o cachorro vegetariano?
Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Época de 26 de março de 2011.
Cachorros e homens vivem juntos há pelo menos 12 mil anos, numa relação contínua que se revelou benéfica para as duas espécies. Sem a proteção do homem, dificilmente o cão teria chegado aos dias atuais. Não era um predador de sucesso. Mas revelou-se brilhante no poder de transmitir conforto e confiança aos seres humanos – e de acompanhar as mudanças de seus hábitos e valores. O bicho ganhou um papel afetivo que antes era desempenhado por parentes e vizinhos. Agora, o poder de adaptação dos cachorros está novamente em teste. Pessoas que não querem comer carne – por implicar a morte de um outro ser vivo – estão impondo a seus cães domésticos dietas vegetarianas ou veganas, ainda mais radicais. Os veganos não comem nenhuma espécie de proteína de origem animal, como leite. Aplicar esses valores aos animais de estimação representa, para muitos, uma manifestação de respeito. Mas obrigar cães e gatos a viver de vegetais e passar o dia sozinhos dentro de apartamentos representa uma prova de carinho?
A treinadora de animais Ana Aleirbag, de 22 anos, não come um único pedaço de carne desde 2007. Nem ela nem seus seis cães. Ana estendeu aos bichos de estimação a dieta vegetariana que adotou para si mesma, na mesma época. “Era incoerente eu não comer carne e dar uma ração com restos de cadáveres para minha melhor amiga”, diz, referindo-se a Fly, uma cadela da raça border collie de 5 anos. “Consultei o veterinário, planejei a transição alimentar e nenhum deles estranhou a mudança.” Eles obviamente não teriam meios de se queixar, mas é provável que adoecessem se a troca de dieta fosse muito nociva. Ana serve uma porção de ração vegetariana misturada a frutas. Em horário alternado, dá leite de vaca, iogurtes e queijo branco – fontes de cálcio e proteína animal.
O desenvolvedor de software curitibano Anderson dos Santos, de 27 anos, foi além. Impôs a sua vira-lata Cindy uma alimentação vegana – ou seja, inteiramente à base de vegetais, sem nenhuma proteína de origem animal. “Não tinha cabimento causar sofrimento a um bicho para alimentar outro”, diz Santos. Isso foi há cinco anos. Hoje tem outros dois cães veganos. Para propagar a filosofia, traduziu para o português o livro Cães veganos: nutrição com compaixão, do veterinário e pesquisador James O’Heare. “Hoje, eu mesmo fabrico a ração caseira com suplementos de cálcio, vitamina B12 e zinco”, afirma Santos. O mais famoso cão vegano do mundo foi a cadela Bramble. Quando morreu, em 2003, ela somava 27 anos e 11 meses de vida – o terceiro cão mais longevo registrado pelo Guinness book. Alimentava-se de uma pasta com arroz integral, lentilhas e vegetais orgânicos. Sua dona, a inglesa Anne Heritage, de 52 anos, é vegana radi-cal. “Ela viveu feliz”, disse na ocasião da morte.
Mas, esperem um pouco – não há algo de estranho nessa aparente normalidade? Cães pertencem, por definição, à ordem dos carnívoros – junto com os felinos. O poodle cheiroso que dorme no sofá da sala é geneticamente da mesma espécie do lobo selvagem, que se alimenta de carne. Aquilo que se chama erroneamente de Canis lupus familiaris, o cão doméstico, é uma invenção humana sem correspondência exata na natureza. Cientificamente, só há o Canis lupus, que se apresenta em vários formatos. Todos eles são carnívoros. Transformá-los em onívoros como nós, criaturas que comem de tudo, foi o primeiro passo da humanização alimentar desses animais. Torná-los vegetarianos, e, agora, veganos, apenas aprofunda o fenômeno conhecido como antropomorfização – a compulsão de imputar atitudes e sentimentos humanos ao que nos cerca no mundo natural. No passado, fizemos isso criando deuses com características humanas. Agora, humanizamos os cachorros.
Vejam que legal!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
"Amar de olhos abertos"
Não há receita pronta para um relacionamento dar certo, mas alguns ingredientes podem ajudar. É disso que trata "Amar de Olhos Abertos" (ed. Sextante, R$ 24,90, 208 págs.), do psicólogo Jorge Bucay, um dos escritores argentinos mais incensados dos últimos tempos.
Bucay esteve no Brasil para lançar o livro (o primeiro em português), escrito com a colega Silvia Salinas --e a Folha aproveitou para "discutir as relações" com ele.
Folha - O que significa amar de olhos abertos?
Jorge Bucay - Gosto de uma definição que diz que o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente. E por isso "com os olhos abertos". O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é.
Por que tanta gente prefere a intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera, a construir algo mais sólido?
É maravilhoso estar apaixonado e muitos preferem a intensidade superficial à profundidade eterna. Mas me pergunto como as pessoas pensam em ficar somente nisso. Qual o sentido de estar apaixonado perdidamente o tempo todo? Penso que é uma questão de maturidade.
Também tem a ver com a nossa sociedade, que adora emoções intensas. Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares.
Como construir uma relação mais profunda?
Seria bom estar preparado para saber que a paixão acaba. Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como compartilhar o silêncio e não um beijo, saber que a pessoa está ali, ainda que não esteja ao meu lado. É preciso abrir os olhos, e isso é uma decisão. Ver o par na sua essência.
Mas primeiro é preciso estar bem consigo mesmo. Não se deve procurar o sentido da própria vida no companheiro ou nos filhos.
Você deve responder a três perguntas básicas nesta ordem: quem sou, aonde vou e com quem. É preciso que eu me conheça antes de te conhecer e que decida meu caminho antes de compartilhá-lo. Senão, é o outro quem vai dizer quem eu sou. E isso é uma carga muito grande.
O livro diz que as relações duram o que têm que durar, sejam semanas, seja uma vida.
Duram enquanto permitem que ambos cresçam. Significa conhecer-se, gostar de si mesmo, conhecer seus recursos e desenvolvê-los. Ao lado da pessoa amada, está a melhor oportunidade para isso. E essa é uma condição para construir um relacionamento. Um casal que não cresce, envelhece. E um casal que envelhece, morre.
O que leva ao fracasso?
Um dos grandes motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, viver querendo voltar aos tempos da paixão. Outro ponto de conflito é que as pessoas não conseguem deixar o papel que desempenhavam antes de casar, querem continuar sendo o "filhinho da mamãe", ou o "caçulinha da casa". Outro problema é a intolerância, a incapacidade de aceitar as diferenças, as pessoas discutem pelo dinheiro, pela criação dos filhos e, por fim, morrem sufocadas pela rotina.
E como enfrentar esses problemas ou desafios?
É preciso amor, atração e confiança. Comparo esses pilares a uma mesa de três pés. O tampo da mesa seria um projeto comum firme. Se faltar qualquer um desses elementos, a mesa cai. E sobre tudo isso deve-se montar outras coisas, como a capacidade de trabalhar juntos, de rir das mesmas coisas, de ser sexualmente compatíveis, sentir o outro como um apoio nos momentos difíceis. Às vezes a terapia ajuda, às vezes é um bom passaporte para a separação.
Como saber quando a relação chegou ao fim?
Se sinto que estou sempre no mesmo lugar, que me entedio, que não tenho vontade de estar com o outro, se sempre que saímos precisamos sair com outros casais pois não ficamos bem sozinhos, quando piadas como "o idiota do meu marido" ou a "bruxa da minha mulher" se tornam frequentes, algo não está funcionado.
FONTE: GABRIELA CUPANI DE SÃO PAULO
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Britânica que diz ter 300 orgasmos por dia encontra 'homem dos sonhos'
Michelle Thompson e Andrew Carr dizem que transam 10 vezes ao dia.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Spray promete evitar a ejaculação precoce
Um novo método para combater a ejaculação precoce entrou em fase de testes. Desenvolvido pelo laboratório britânico Plethora, o produto promete diminuir a sensibilidade do pênis para aumentar o período de penetração.
De acordo com o laboratório, mais de 300 homens já utilizaram o spray e 90% deles alegaram ter prolongado o tempo que antecede a ejaculação na relação sexual. O grupo de voluntários que cronometrou o período da transa, antes e depois do uso do spray, sugeriu que o tempo de aumento variou de 30 segundos a quatro minutos.
Os cientistas explicam que o produto, que deve ser espirrado cinco minutos antes da transa, não apresenta nenhum poder quando o assunto é impoteência. O método foi desenvolvido apenas para os homens que sofrem de ejaculação precoce.
"Hoje, existem diversos tratamentos para acabar com a ejaculação precoce, como drogas que agem diretamente no cérebro. Mas, podemos afirmar que a grande maioria do casos acontecem por motivos emocionais, como depressão ou estresse", diz o médico Omar Nayef Fakhouri, da Sociedade Brasileira de Urologia.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O que é mais divertido no motel?
Galera, o prazo para votar está acabando, vamos votar!
quinta-feira, 26 de março de 2009
Para você estar passando adiante
O importante é estar garantindo que a pessoa em questão vá estar recebendo esta mensagem, de modo que ela possa estar lendo e, quem sabe, consiga até mesmo estar se dando conta da maneira como tudo o que ela costuma estar falando deve estar soando nos ouvidos de quem precisa estar escutando.
Sinta-se livre para estar fazendo tantas cópias quantas você vá estar achando necessárias, de modo a estar atingindo o maior número de pessoas infectadas por esta epidemia de transmissão oral.
Mais do que estar repreendendo ou estar caçoando, o objetivo deste movimento é estar fazendo com que esteja caindo a ficha das pessoas que costumam estar falando desse jeito sem estar percebendo.
Nós temos que estar nos unindo para estar mostrando a nossos interlocutores que, sim, pode estar existindo uma maneira de estar aprendendo a estar parando de estar falando desse jeito. Até porque, caso contrário, todos nós vamos estar sendo obrigados a estar emigrando para algum lugar onde não vão estar nos obrigando a estar ouvindo frases assim o dia inteirinho. Sinceramente: nossa paciência está ficando a ponto de estar estourando.
O próximo "Eu vou estar transferindo a sua ligação" que eu vá estar ouvindo pode estar provocando alguma reação violenta da minha parte. Eu não vou estar me responsabilizando pelos meus atos.
As pessoas precisam estar entendendo a maneira como esse vício maldito conseguiu estar entrando na linguagem do dia-a-dia.
Tudo começou a estar acontecendo quando alguém precisou estar traduzindo manuais de atendimento por telemarketing. Daí a estar pensando que "We'll be sending it tomorrow" possa estar tendo o mesmo significado que "Nós vamos estar mandando isso amanhã" acabou por estar sendo só um passo.
Pouco a pouco a coisa deixou de estar acontecendo apenas no âmbito dos atendentes de telemarketing para estar ganhando os escritórios. Todo mundo passou a estar marcando reuniões, a estar considerando pedidos e a estar retornando ligações. A gravidade da situação só começou a estar se evidenciando quando o diálogo mais coloquial demonstrou estar sendo invadido inapelavelmente pelo gerundismo.
A primeira pessoa que inventou de estar falando "Eu vou tá pensando no seu caso" sem querer acabou por estar escancarando uma porta para essa infelicidade linguística estar se instalando nas ruas e estar entrando em nossas vidas. Você certamente já deve ter estado estando a estar ouvindo coisas como "O que cê vai tá fazendo domingo?" ou "Quando que cê vai tá viajando pra praia?", ou "Me espera, que eu vou tá te ligando assim que eu chegar em casa".
Deus, o que a gente pode tá fazendo pra que as pessoas tejam entendendo o que esse negócio pode tá provocando no cérebro das novas gerações?
A única solução vai estar sendo submeter o gerundismo à mesma campanha de desmoralização à qual precisaram estar sendo expostos seus coleguinhas contagiosos, como o "a nível de", o "enquanto", o "pra se ter uma idéia" e outros menos votados.
A nível de linguagem, enquanto pessoa, o que você acha de tá insistindo em tá falando desse jeito?
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Então era verdade?
(Sim, eu sei que esse post tá fora do lugar, que não tem a ver com a Revista Eletrônica, mas nem tudo pode ser explicado, né?)
"Fotogramas de Agosto"
Fonte: http://www.tanto.com.br/Luizedmundoalves-blog0605.htm
...Dia 30 de agosto estarei lançando meu quinto livro, Fotogramas de Agosto, pela Anome livros. Reúne poemas escritos nos últimos três anos e em parte reflete as grandes mudanças que se processaram em minha vida com a morte repentina de Angela, com quem fui casado por 18 anos e que habitualmente lia tudo que eu escrevia em primeira mão, dando sua opinião isenta e rica, sempre uma forte referência na minha carreira de poeta. Uma vez li um poema de Maria Rita Kell, nem sei onde, que dizia mais ou menos assim: sou uma pessoa de drogas leves, mas ligo o amor à imagem de uma droga pesada, porque também ele conduz a uma perda de referências e a volta (ou a retomada) é sempre muito dolorosa. Foi mais ou menos assim que me senti. Num primeiro momento é o sofrimento brutal, a realidade se embaça pela melancolia e pela falta de sentido, criando uma supra-realidade. Luto, lágrimas, vazio. Sou tenso e intenso e igualmente emotivo. Somatizei imensamente minhas emoções e em menos de dois meses adquiri uma infecção na vávula mitral, chamada Endocardite. Senti febre diariamente por quase dois meses, perdi peso, passei pela terrível angústia de me sentir corroído por uma doença que médicos não conseguiam diagnosticar. Fui a vários médicos, fiz dezenas de exames, até chegar ao Dr. Cláudio Albuquerque, que em menos de meia hora levantou a possiblidade da tal da Endocardite, confirmada mais tarde por um exame cabeludo chamado Ecocardiograma Trans-esofágico.- É grave doutor? perguntei temeroso.- É. É. Muito grave, gravíssimo. Mata. Mata, mas aqui você não morrerá disso. Vamos tratá-lo. Antibióticos na veia de 4 em 4 horas, já!- Por quantos dias, doutor?...- Por semanas, semanas. Foi outro susto. O chão sumiu. Fiquei ali, pernas bambas,paralisado. Naquele momento eu devia ficar triste mas uma súbita motivação se apossou mim, fui tomado por institiva vontade de viver. E apossei-me definitivamente do ditado "a vida segue" e do verso "não há dor que não se supere". Fiquei 14 dias internado no Semper, onde já no primeiro dia a enfermeira me perguntou se eu era escritor.- E você é mãe de santo, ou cigana? - Deus pai! sou cristã, essa sua cara é que é de escritor, isso é e logo vi.Foram 14 dias no hospital tomando antibióticos diluídos em soro. Recebi visitas atenciosas, que me levavam bolo de banana e chocolate, e visitas irreverentes que me faziam rir contando piadas de viúvos. E pra confirmar minha cara de escritor distribuí meus livros pras enfermeiras e pros médicos. Endocardite, segundo um amigo gozador, doença muito apropriada para um poeta: " só mesmo um poeta intenso pra ter uma inflamação no coração..."Passei mais 32 dias em casa no moderno sistema Home Care, com um catéter permanentemente preso ao braço e aos cuidados de minha mãe Mera e de enfermeiras que se revezavam em turnos de 12 horas.Como não havia restrições alimentares logo comecei a ganhar peso, e a disputar com as enfermeiras quem comia mais os doces com sotaque baiano (cocadas brancas e escuras, doce de mamão e torta de frutas com sorvete) que minha mãe nos preparava. Me curei, recuperei o gosto pela vida e pela poesia, pude escrever Fotogramas de Agosto e outros poemas e agora minha vida segue muito diferente de antes, com a ferida fechada e a cicatriz exposta. ...
Desconchifrômetro!
Um estudo realizado por pesquisadores americanos sugere que homens detectam a traição com mais facilidade do que as mulheres. A equipe, da Virginia Commonwealth University, na Virgínia, afirma ainda que os homens são mais desconfiados da infidelidade, mesmo quando não estão sendo traídos.
O pesquisador Paul Andrews e uma equipe de especialistas entrevistaram 203 casais heterossexuais com questionários confidenciais. Eles perguntaram aos voluntários se eles já haviam sido infiéis e se suspeitavam ou sabiam que haviam sido traídos. Entre os homens, 29% admitiram já ter traído. Entre as mulheres, o índice foi de 18,5%.
O estudo, reproduzido pela revista científica New Scientist, concluiu que, além de trair mais, os homens também são mais espertos para captar sinais de infidelidade. Eles detectaram 75% dos casos de traição, enquanto as mulheres identificaram apenas 41%. Além disso, eles também apresentaram uma tendência maior de desconfiar das parceiras, mesmo quando elas não eram infiéis.
Para Paul Andrews, esse comportamento tem uma explicação evolutiva, já que, ao contrário das mulheres, os homens nunca podem ter 100% de certeza sobre a paternidade de seus filhos. "Quando a mulher é infiel, o homem pode perder a oportunidade de reproduzir, e acabar investindo seus recursos para criar uma prole de outro homem", diz o pesquisador.
Em entrevista à New Scientist, David Buss, da Universidade do Texas, diz que o estudo contribui para a teoria de que os homens desenvolveram defesas para detectar a traição, "o que os leva a ser mais cautelosos ao superestimar a infidelidade de suas parceiras".
PITACO: Será mesmo cautela ou é simplesmente sinal dos tempos? Porque, convenhamos, já faz tempo que as mulheres estão pau a pau com homens...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
UPDATE - Quem são mais pegadores? Homens ou mulheres
Mais um ex-casal de pagadores na pista: Luana Pivani e Dado Dolabella, eita..
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Isso é um saco! (Vejam o Update lá embaixo...)

UM INSTANTE, SENHOR!
É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha e um rico entrar no reino dos céus do que cancelar a TV à cabo. Sei o que digo: perdi uma tarde no telefone até a atendente Carla aceitar o fim de nossa relação – não sem antes levar-me à beira da loucura com as infinitas artimanhas que deve ter aprendido em gincanas Tropa de Elite de Vendas e outras aberrações oriundas do fascinante mundo do RH.“Não, Carla! Não quero outro pacote! Quero cancelar a assinatura! Escuta: se você me oferecer mais uma promoção eu vou ligar pro PROCON, vou escrever carta pro jornal, vou mandar um gato bomba aí pra central, tá entendendo?!”.A guerrilheira Carla nem perdia o rebolado. Pedia um instantinho, me deixava ouvindo aquela música new age de videogame e, cinco minutos depois, com se nada tivesse acontecido, oferecia-me o “Combo Deluxe” pelo preço do “Combo Master”, o “Combo Master” pelo preço do “Combo Confort -- mais a família Cineblix!, senhor Antonio, é um excelente negócio!”.“Que raio de língua é essa? Família Cineblix? Combo?! Comboio! Kombi! Colombo! Camboja! Cumbuca! Eu já disse, senhora Carla, só quero que desliguem essa joça!!!”.“Vamos fazer assim: o senhor suspende a assinatura temporariamente.” Sei. Jogo essa meia hora no lixo e marcamos, para 2013, uma nova DR corporativa? Serei incapaz de dormir sabendo o que me espera no futuro. “Cancela!”.“Vamos fazer assim: o senhor passa a assinatura para algum conhecido: um parente, amigo?”. Que tipo de pessoa você imagina que eu sou, jihadista Carla? Não desejo essa Via Crucis ao meu pior inimigo. “Cancela!”.Uma hora depois, desidratado e rouco, atirei-me no sofá, mas nem pude comemorar o cancelamento, pois da bonança veio a tormenta: o que acontecerá com a atendente Carla? E se, ao ouvirem nossa conversa -- que foi gravada para minha “maior segurança” -- os demiurgos do RH decidirem que ela não presta pra coisa? E se ela estiver pra casar? Ou grávida? Noiva, grávida, abandonada pelo futuro marido, aí vem o senhor Antonio e, só porque fechou com o concorrente pela metade do preço, a joga na rua.Pude ver a parturiente Carla voltando de ônibus para casa, chorando. Pior: vislumbrei a reunião dos gerentes de marketing, analisando a nossa conversa e chegando à conclusão inexorável: “precisamos ser mais agressivos!”. Descancela, atendente Carla! Descancela!
(publicada no Guia do Estado)
terça-feira, 5 de agosto de 2008
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Cerveja? Isso pode!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Para todas os obcecados e os rejeitados, E para todos os amores perdidos.
"Vamos encarar a realidade? Vamos colocar os pingos nos is? Se você não está feliz, o problema é seu. Sim, meu amigo, sinto dizer. O problema é seu. (Única-e-exclusivamente seu). O problema não é meu. O problema não é dele. O problema não é do destino. Nem da novela-das-oito. A pior coisa no mundo (e mais covarde também) é distribuir culpas e se tornar vítima do próprio sofrimento. Mas não te culpo. Nós crescemos assim. Jogamos a responsabilidade de ser feliz nas mãos dos outros. Vai dizer que não? Vai dizer que você nunca disse a eterna frase dos acorrentados: a culpa não é minha!!!! Ah, sei... Se a vida é sua, a culpa de você estar aí, decepcionado, inquieto, cheio de raiva no coração é das pessoas que inexplicavelmente se voltaram contra você? Sinto te informar que não. A culpa é sua, sim. Aceite. Aceite sua culpa como sua máxima verdade. Tome-a nos braços. Você é culpado pela sua infelicidade. Pela sua felicidade. Pelo que você faz e recebe da vida. Decorou? Então tome nota. O que você plantou, estará na sua mesa. Não é fácil, eu sei. E eu digo isso porque preciso acordar. Eu não posso dizer que ele me decepcionou. Eu não tenho o direito de achar que meu coração tem duzentos e cinqüenta e cinco cicatrizes porque o amor é uma faca afiada que corta. Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu inventei um amor. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Você não fez nada. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me fodi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe. (Somos todos culpados, se quisermos. Somos todos felizes, se deixarmos.) "
Fernanda Mello
PITACO: Fera essa fernanda, hein???
sábado, 12 de julho de 2008
Endosso
Eu tenho uma amiga cuja cabeça é bem parecida com a minha. Temos gostos similares. Quase sempre concordamos sobre filmes e livros. De um tempo para cá, no entanto, não vem sendo assim. Outro dia ela se declarou apaixonada por um livro que eu achei histérico e mal escrito. E eu adorei um filme que ela achou nada menos que desprezível. Quem é que está certa e quem é que está errada? Nem uma, nem outra. O que acontece é que estamos vivendo dois momentos muito diferentes na vida, e cada uma está festejando os endossos que está encontrando pelo caminho. Sim, endosso. Quando entramos em contato com uma música, um filme, um livro, ficamos disponíveis para ser surpreendidos, para receber informações e emoções inesperadas. Mas nada nos dá maior satisfação do que nos identificarmos com o que o autor quis dizer. Aquele trecho do livro que tem tudo a ver com o que a gente sente, mas que não conseguíamos traduzir em palavras. Ou aquela música que parece que foi escrita exatamente para nós. Ou o filme que fecha com nossa visão de mundo, impressionante, parece até que o roteirista nos conhece. Endossos. É aliviante saber que não somos os únicos malucos da face da terra, que existem pessoas que não só compartilham as mesmas idéias como as tornam públicas, nos avalizando. Esta é a razão pela qual um filme pode ser tão tocante para alguém e tão insignificante para outro. Ou um livro parecer charlatanice para um crítico enquanto o povo não pára de comprá-lo e idolatrá-lo. Dê uma espiada nas listas de best-sellers. Nem sempre a qualidade literária impera, mas que aqueles livros refletem as ânsias de grande parte da população, não há nenhuma dúvida. Ninguém consegue ser autoconfiante o tempo todo, portanto é uma festa quando percebemos que não estamos sós.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Solange Couto diz que está fora de forma por causa da Dengue
Solange que falou que tá com dengue sim e por isso tá inchadinha, afinal já tomou 18 litros de soro?
Aí está: Dona Jura "inchadinha"...
Então fica combinado assim. Essa vai ser a nossa resposta quando falarem que a gente tá gordinho: nada, menina, tô inchadinho - tava com dengue semana passada....










