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domingo, 1 de maio de 2011

Concilie trabalho e problemas

Parece tarefa impossível ter forças e disposição para trabalhar quando a vida pessoal está um caos. Se você já passou por alguma situação que te deixou muito fragilizado e com as emoções a flor da pele, precisa saber que às vezes o sofrimento pode mesmo nos consumir e nos fazer pensar que nunca vamos superá-lo. Nesses momentos, como encontrar forças para se dedicar ao trabalho?


Antes de responder essa pergunta, vale entender que este caos mental e/ou emocional pode ser causado por inúmeros fatores, como a morte de um ente querido, o término de um relacionamento ou até mesmo um trauma após ter passado por um roubo. No entanto, determinar o tipo de situação que fragiliza cada um de nós depende da maneira como lidamos com nosso lado emocional no momento em que ocorre o problema. Geralmente, as situações difíceis servem como um gatilho para que as pessoas passem a encarar a vida como um verdadeiro caos.

Nessas horas, parece que o melhor a fazer é se recolher e deixar que a tempestade emocional passe, não é mesmo? O problema é que a maioria das pessoas tem pendências profissionais que devem ser cumpridas e acaba sendo inevitável dar continuidade ao trabalho. Neste momento, a sinceridade pode fazer diferença. Experimente não usar disfarces para mascarar seu momento difícil e fale com os outros funcionários que está passando por uma situação delicada em sua vida pessoal.
Buscando soluções
Mesmo que você não acredite na capacidade do outro de ser solidário e compreensivo, as atitudes de seu chefe ou companheiros de trabalho podem surpreender. Ao aceitarmos que realmente precisamos de um tempo para restabelecer nossas vidas, as pessoas ao nosso redor começam a ser mais abertas à fase delicada pela qual passamos. Assumir os momentos de fragilidade ainda traz a compreensão e a aceitação de que estamos realmente precisando de ajuda para lidar com um problema e que, em muitos casos, não conseguimos achar essa força interior sozinhos.

Uma das lições mais poderosas que pode ser aprendida nesse período é a descoberta de uma força interior, chamada inteligência emocional. Esse sentimento nos torna lúcidos para lidar com os problemas e, ao trabalharmos com essa habilidade, podemos descobrir caminhos para nos libertar do caos emocional. Isso ocorre através de uma análise sobre o que nos levou a ver a vida sob uma visão caótica, encontrando ferramentas internas capazes de livrar nossa mente dos problemas e preocupações para continuarmos a exercer nossas funções profissionais com tranquilidade.

Parece muito difícil acreditar que temos capacidade para lidar com a nossa dor no momento que desejamos, sem carregá-la para o ambiente profissional. Mas isto é possível de ser feito quando começamos a compreender que, independente do tamanho do problema, podemos superá-lo. Uma das maneiras para resolver as dificuldades é tomar consciência do processo e contar com a ajuda de pessoas ao nosso redor para nos livrar da sensação de derrota interior e finalmente conseguir tirar do nosso interior a dor que parece nos esgotar.

Por Bruna Rafaele

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"Amar de olhos abertos"


Não há receita pronta para um relacionamento dar certo, mas alguns ingredientes podem ajudar. É disso que trata "Amar de Olhos Abertos" (ed. Sextante, R$ 24,90, 208 págs.), do psicólogo Jorge Bucay, um dos escritores argentinos mais incensados dos últimos tempos.

Bucay esteve no Brasil para lançar o livro (o primeiro em português), escrito com a colega Silvia Salinas --e a Folha aproveitou para "discutir as relações" com ele.

Folha - O que significa amar de olhos abertos?

Jorge Bucay - Gosto de uma definição que diz que o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente. E por isso "com os olhos abertos". O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é.

Por que tanta gente prefere a intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera, a construir algo mais sólido?

É maravilhoso estar apaixonado e muitos preferem a intensidade superficial à profundidade eterna. Mas me pergunto como as pessoas pensam em ficar somente nisso. Qual o sentido de estar apaixonado perdidamente o tempo todo? Penso que é uma questão de maturidade.

Também tem a ver com a nossa sociedade, que adora emoções intensas. Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares.

Como construir uma relação mais profunda?

Seria bom estar preparado para saber que a paixão acaba. Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como compartilhar o silêncio e não um beijo, saber que a pessoa está ali, ainda que não esteja ao meu lado. É preciso abrir os olhos, e isso é uma decisão. Ver o par na sua essência.

Mas primeiro é preciso estar bem consigo mesmo. Não se deve procurar o sentido da própria vida no companheiro ou nos filhos.

Você deve responder a três perguntas básicas nesta ordem: quem sou, aonde vou e com quem. É preciso que eu me conheça antes de te conhecer e que decida meu caminho antes de compartilhá-lo. Senão, é o outro quem vai dizer quem eu sou. E isso é uma carga muito grande.

O livro diz que as relações duram o que têm que durar, sejam semanas, seja uma vida.

Duram enquanto permitem que ambos cresçam. Significa conhecer-se, gostar de si mesmo, conhecer seus recursos e desenvolvê-los. Ao lado da pessoa amada, está a melhor oportunidade para isso. E essa é uma condição para construir um relacionamento. Um casal que não cresce, envelhece. E um casal que envelhece, morre.

O que leva ao fracasso?

Um dos grandes motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, viver querendo voltar aos tempos da paixão. Outro ponto de conflito é que as pessoas não conseguem deixar o papel que desempenhavam antes de casar, querem continuar sendo o "filhinho da mamãe", ou o "caçulinha da casa". Outro problema é a intolerância, a incapacidade de aceitar as diferenças, as pessoas discutem pelo dinheiro, pela criação dos filhos e, por fim, morrem sufocadas pela rotina.

E como enfrentar esses problemas ou desafios?

É preciso amor, atração e confiança. Comparo esses pilares a uma mesa de três pés. O tampo da mesa seria um projeto comum firme. Se faltar qualquer um desses elementos, a mesa cai. E sobre tudo isso deve-se montar outras coisas, como a capacidade de trabalhar juntos, de rir das mesmas coisas, de ser sexualmente compatíveis, sentir o outro como um apoio nos momentos difíceis. Às vezes a terapia ajuda, às vezes é um bom passaporte para a separação.

Como saber quando a relação chegou ao fim?

Se sinto que estou sempre no mesmo lugar, que me entedio, que não tenho vontade de estar com o outro, se sempre que saímos precisamos sair com outros casais pois não ficamos bem sozinhos, quando piadas como "o idiota do meu marido" ou a "bruxa da minha mulher" se tornam frequentes, algo não está funcionado.

FONTE: GABRIELA CUPANI DE SÃO PAULO

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Será que devo desistir?

Ultimamente tem me chamado a atenção a quantidade de mensagens que nos chegam e que terminam com frases como “acho que vou desistir” ou “estou quase desistindo”.

Estas mensagens são enviadas por pessoas que estão tendo dificuldades para encontrar alguém para um relacionamento sério.
Geralmente elas iniciaram contatos e estes não tiveram continuidade. Também é frequente ter havido um ou mais encontros, que também não prosseguiram.

Há também muitos casos de pessoas que não estão encontrando um par com as características desejadas: são jovens demais, velhos demais, vivem em cidades distantes ou têm intenções muito diferentes. Em todos esses casos, a característica comum é a frustração e a vontade de desistir. Sempre que me deparo com esse tipo de mensagem, me surpreendo com a ideia da desistência. Desistir de ter um relacionamento tão desejado? Desistir de ser feliz no amor? Como pode? Embora entenda toda a decepção decorrente das experiências que muitos tiveram, não vejo a desistência como uma saída. Afinal de contas, não é possível “não querer mais” alguma coisa que era tão desejada. Não há meios para guardar o desejo em uma gaveta, como se fosse algo que não serve mais ou que não deva ser visto.

A maioria das frustrações (que levam à ideia de desistir) parece decorrer do excesso de expectativas. Isso porque sempre que temos expectativas exageradas sobre qualquer coisa, a realidade acaba nos decepcionando. Mas quais seriam essas expectativas a que me refiro? Veremos a seguir as principais delas. A primeira delas diz respeito ao tempo necessário para que um relacionamento se inicie.

Muitas pessoas parecem depositar no ParPerfeito a esperança de que isso acontecerá de maneira rápida. A grande quantidade de opções faz parecer rápido ter um relacionamento sério. Isso, no entanto, não é verdade. É evidente que o site facilita muito as coisas por ser uma espécie de banco de pessoas interessadas em uma relação amorosa.

Facilita também pela possibilidade de fazer buscas de acordo com as características desejadas no outro. No entanto, para que a relação aconteça de fato, é preciso encontrar perfis compatíveis, confirmar que as pessoas por trás deles são realmente compatíveis, haver empatia de ambos os lados, haver interesse em conhecer o outro pessoalmente, haver atração mútua...

Isso para citar apenas alguns fatores necessários para que um relacionamento aconteça. Assim, encontrar perfis compatíveis e iniciar contatos são apenas os primeiros passos de muitos outros que serão fundamentais. Dessa maneira, se houver a expectativa de que encontrar alguém para uma relação séria será algo rápido ou fácil, certamente haverá a decepção quando for percebido que isso não é verdade.

Outra expectativa que frequentemente gera decepção diz respeito às características buscadas no outro. Vejo muitos homens e mulheres mencionarem em suas mensagens que desejam “apenas” alguém “bonito, atraente, bem resolvido, maduro, trabalhador, que tenha estabilidade financeira, que tenha a mesma faixa etária” e com mais uma série de outros atributos além desses.

Ora, será possível encontrar um ser humano que agregue todas essas características? Será que o perfil desejado é um perfil que existe? É claro que todos temos – e devemos ter – critérios de escolha. No entanto, estes devem estar de acordo com a realidade.

Caso não estejam, jamais encontraremos alguém que atenda a todos eles. É preciso ser seletivo, mas não se pode exagerar de modo que essa seletividade se torne restritiva demais. Há que se procurar alguém compatível, mas jamais alguém perfeito, ou que possua todos os atributos desejados. Essas duas expectativas me parecem ser as que mais acabam gerando frustrações. Ao perceber que encontrar alguém para um relacionamento sério não será uma tarefa rápida ou fácil, e ao perceber que ninguém se encaixa com perfeição no perfil idealizado, muitas pessoas se decepcionam e pensam em desistir. Muitas chegam a culpar o site por seu insucesso. Fazer isso também não ajuda.

O importante é poder perceber o quanto de expectativa e idealização há em si próprio. Quanto maior elas forem, maior será o “tombo”. É preciso ter consciência de que se relacionar não é algo fácil. Pelo contrário, demanda paciência e persistência. É preciso saber avaliar se as expectativas em relação ao outro são reais, possíveis. Mesmo havendo a consciência de que não há pessoas perfeitas, é preciso pensar se, lá no fundinho, existe essa esperança. Por tudo isso, convido você a refletir sobre suas expectativas. Em vez de desistir, é preciso saber recomeçar. Esse pode ser um bom recomeço, não? Boa sorte!

Fonte: minha vida

Sabedoria

“É muito melhor arriscar em coisas grandiosas buscando triunfos e glórias, mesmo expondo-se ao ridículo e a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito e desesperados, que nem sofrem muito, nem gozam muito, pois vivem numa penumbra cinzenta e nunca conhecerão a vitória nem tampouco a derrota.”

D.Roosevelt

sábado, 16 de outubro de 2010

Seu amor não é correspondido? Pare de tentar encontrar os motivos...

Poucas situações na vida são mais angustiantes do que viver um amor não correspondido. No entanto, pouquíssimas são as pessoas que nunca experimentaram algo semelhante. Ou seja, amar e não ser amado é, em última instância, uma dor comum, embora bastante pessoal.

E por que será que ainda assim, sendo tão recorrente e fazendo parte da história de bilhões de seres humanos, continua sendo tão difícil lidar com o fato de que o outro não está a fim de continuar ou sequer de começar um relacionamento com a gente?

O fato é que aprender a lidar com a frustração da não correspondência de qualquer sentimento, especialmente dos mais intensos e profundos, é uma das mais duras e importantes lições de todos nós!

A começar pela capacidade de compreender que a razão de o outro não gostar de você da mesma forma que você gosta dele não tem a ver com quem você é exatamente. Ou seja, você certamente é alguém com qualidades suficientes para ser amado, entretanto, isso não é garantia para que a química de um encontro dê certo.

Quando falamos de amor, desejo e vontade, temos de considerar que sempre existe mais de uma parte envolvida. É a máxima do dito popular que avisa que “quando um não quer, dois não brigam” ou não se amam, como é o nosso caso. Mas os motivos pelos quais uma pessoa não corresponde o seu amor estão longe de ser passíveis de explicação lógica.

Amamos e não amamos por motivos inefáveis, que não estão ao alcance das palavras ou da inteligência racional. Talvez isso explique por que, algumas vezes, amamos aquela pessoa não aprovadas pela maioria de nossos amigos e familiares. Ou por que, noutras vezes, não conseguimos amar aquela que todos dizem ser a ideal para nós, a perfeita.

Esta é a prova de que ficar se consumindo na tentativa de compreender, logicamente, por que o outro não está correspondendo nosso amor é inútil, ineficiente e só nos faz doer mais ainda. Esta é a prova, sobretudo, de que não ser amado por determinada pessoa não é um veredito, não é uma sentença, não é o fim.

Talvez, muito pelo contrário, seja apenas o começo. Seja a nossa grande chance de descobrir uma alternativa melhor. Sim, porque não prevemos o futuro. Não sabemos o que virá. E por isso mesmo deveríamos confiar um pouco mais no fluxo do Universo.

Certamente já aconteceu com você de considerar um acontecimento péssimo, desastroso e, depois de alguns dias ou meses, ter se dado conta de que algo muito lindo, maravilhoso e imperdível só aconteceu porque havia o espaço deixado pelo que havia considerado um “desastre”.

Enfim, não ser correspondido hoje é ruim, eu sei. Dói. E por isso mesmo, sugiro que você chore, esperneie, desabafe e faça o que for possível, dentro das opções saudáveis, de preferência, para esgotar sua frustração e se sentir melhor. Porém, não se destrua, não se acabe e não tome as circunstâncias como determinantes de sua infelicidade.

Permita-se viver um dia de cada vez, apostando que cada noite que chega significa que você está mais distante da tristeza e mais perto de uma nova alegria. Permita-se acreditar que o sol voltará a brilhar em seu coração mais cedo do que você imagina... E siga o fluxo da existência.

E assim, certo de que ser correspondido é tão possível quanto não ser, e que essa é uma verdade que vale para todas as pessoas deste planeta – até mesmo para aquelas consideradas as mais lindas e sensuais – levante-se, lave esse rosto, vista-se como se fosse celebrar e faça um brinde a si mesmo, ao amor e ao melhor que está por vir!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quem não dá assistência, abre concorrência

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.
Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.
Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.
Mas o que seria uma "mulher moderna"?
A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...
É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...
É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...
Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...
Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:
- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.
- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.
- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.
- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...
- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.
- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.
Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.
- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.
- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".
Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.
Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

Arnaldo Jabor

segunda-feira, 29 de março de 2010

O melhor conselho que recebi! Parte 04 de 10

Da série, "o melhor conselho que já recebi".


"Nada acontece sem esforço"

"O melhor conselho que recebi veio do meu pai. Eu sempre uso a frase que ele me dizia: ‘Peça a Nossa Senhora e não saia correndo atrás, para ver o que acontece’. Não acontece nada se a gente não se esforçar, se não trabalhar, não tiver um planejamento. Ou seja, só ficar na expectativa e não mergulhar, não encarar, não enfrentar os problemas. Minha primeira atitude é sempre correr atrás, não fugir do problema, ir atrás dele para resolvê-lo. Eu sempre procuro entender as questões com profundidade e ver quais são as soluções. Procuro adotar uma estratégia para resolver, ver todas as formas e os ângulos de determinado problema para depois pedir a Nossa Senhora e sair correndo atrás. Outra frase que meu pai dizia é: ‘Nunca chame o lobo para se defender do cão’. Se você não é suficientemente apto para lidar com um problema, não se meta nele. Não pense que, ao chamar alguém mais esperto do que você, ele vai te ajudar. Pode até atrapalhar."


Roger Agnelli, 50 anos, paulista, empresário

sábado, 27 de março de 2010

O melhor conselho que recebi! Parte 05 de 10

Da série, "o melhor conselho que já recebi".

"Pare e respire"

"Um profissional naturopata (que trabalha com medicina natural) me disse: ‘Pare e respire’. Ele me mostrou a importância que essa atitude tinha. Isso foi há cinco anos. Desde então, aprendi quão valioso é parar e estar consciente sobre minha respiração. Quando estamos muito ansiosos, não conseguimos nos centrar. Ao nos concentrarmos na respiração, vivemos muito mais o momento e temos mais consciência de nossas atitudes e de nosso corpo. Com certeza, a respiração correta ajuda a nos manter em equilíbrio. Hoje em dia, uso essa prática e sinto a diferença. Controlo mais a ansiedade, minhas emoções e aproveito muito mais cada momento da minha vida."

Gisele Bündchen, 29 anos, gaúcha, top model

O melhor conselho que recebi! Parte 03 de 10

Da série, "o melhor conselho que já recebi".

"Decisões, só de cabeça fria"


"Um dos melhores conselhos que já recebi foi de um grande amigo, Paulo Borges. Ele me disse para nunca decidir nada no calor das emoções. Sempre diga: ‘Vou pensar e respondo amanhã’. Junto com esse conselho, que lembro sempre, ele me apresentou sua advogada, que passou a advogar para mim também, isso 12 anos atrás. Ela reforçou o conselho dado por Paulo e acrescentou: ‘Nunca assine nada sem eu ler’. Sigo os dois conselhos e sou muito feliz."

Alexandre Herchcovitch, 38 anos, paulista, estilista

quinta-feira, 25 de março de 2010

O melhor conselho que recebi! Parte 02 de 10

Da série, "o melhor conselho que já recebi".

"Deixe de lado a opinião dos outros "

"Desde que decidi ser piloto, recebi orientações bastante úteis. Meu pai logo me alertou que eu precisaria abrir mão de muita coisa se quisesse realmente chegar aonde pretendia. Na minha adolescência e juventude, cansei de abrir mão de festas e baladas. Mas acredito que o melhor conselho partiu do piloto Michael Schumacher. Eu já o conhecia bem desde 2003, ano em que passei como piloto de testes da Ferrari. Em 2006, fui seu companheiro de equipe na sua despedida da Fórmula 1. Eu correria ao lado simplesmente do cara que virou uma lenda e quebrou praticamente todos os recordes da categoria. Foi quando ele disse para jamais me preocupar com o que as pessoas, e principalmente a imprensa, falassem a meu respeito: ‘Eles vão falar bem um dia e falarão mal depois, mas você não deve dar importância. O que vale mesmo é se concentrar em fazer o seu trabalho da melhor forma possível, deixando de lado a opinião dos outros’. Foi o que passei a fazer a partir de então. Essa postura me deixou mais forte mentalmente e me ajudou a superar os momentos difíceis na F-1."
Felipe Massa, 28 anos, paulistano, piloto de F-1

quarta-feira, 24 de março de 2010

Receitas para a felicidade


Para viver melhor, muitas vezes não é preciso fazer esforços desmesurados nem mudanças radicais em nossas vidas. Adotar simples gestos cotidianos pode bastar para restabelecer nosso bem-estar ou começar a recuperá-lo.

Uma pessoa pode passar horas, dias e semanas pensando nos problemas, conflitos e incertezas e refletindo sobre que caminho seguir ou que atitude adotar para sair do desânimo.
Mas como propõe a boa e velha sabedoria oriental, se alguém está em um quarto sem luz, qual é a maneira mais simples para sair do escuro? Basta acender um fósforo!

"Em termos psicológicos, isso equivale a tomar uma atitude muito singela, mas que pode ter um enorme impacto para o ânimo e rumo de uma pessoa. Elas demonstram que é possível se sentir melhor ao modificar a percepção da realidade, o que serve de estímulo", aponta María Campos Olivas, terapeuta transpessoal.

Segundo Campos, também especialista em técnicas de programação neurolinguística, trata-se de pequenos gestos que, se incorporados ao cotidiano, melhoram a vida da pessoa aflita, fazendo-a desfrutar das pequenas coisas.

"De repente podem vir à mente soluções ou saídas inesperadas para o que antes pareciam 'becos sem saída'. Pode-se descobrir que alguns dos enormes problemas não são tão grandes como pareciam", acrescenta.

Um dos 'fósforos psicológicos' recomendados por Campos é praticar relaxamento diário para aliviar o estresse e a tensão. Uma forma de relaxar consiste em deitar de barriga para cima, com os braços ao longo do corpo ou sobre o peito, ou ainda se sentar em uma cadeira cômoda. Nessa posição, deve-se fechar os olhos e respirar profundamente várias vezes.

O melhor conselho que recebi! Parte 01 de 10

21 personalidades brasileiras de sucesso revelam as idéias que nortearam sua vida.

"Mostre suas glórias com simplicidade e humildade"

"Estava à beira-mar, numa praia de Varberg, na Suécia, aguardando o início de uma regata. Era final de manhã e ventava muito. Eu tinha 20 anos e acabara de participar da minha primeira Olimpíada (Los Angeles, em 1984). O dinamarquês Paul Elvström, o velejador mais importante de todos os tempos, tinha então 57 anos. Sua simplicidade – apesar das quatro medalhas de ouro olímpicas e dos 13 títulos mundiais – chamou minha atenção e eu resolvi lhe fazer um elogio. Paul respondeu que o mais importante na vida de um campeão não deve ser ostentar seus grandes resultados. E que as glórias de um vencedor podem ser mostradas com simplicidade e humildade. Hoje, Paul está com mais de 80 anos e ainda mantemos contato. Provavelmente, ele não sabe quanto esse conselho foi importante na minha vida. E procuro passá-lo adiante. Faço palestras por todo o Brasil e, quando alguém me trata como celebridade, tento mostrar que estamos no mesmo patamar e que a simplicidade é um valor fundamental na vida de qualquer ser humano. Isso não deve se aplicar apenas aos campeões no esporte. Mas também àquelas pessoas que se destacam, seja na política, na economia ou em qualquer outra área."

Lars Grael, 45 anos, velejador, campeão olímpico


"Planeje sua vida"


"Eu tinha 16 anos e meus pais tinham se separado. Minha mãe assumiu praticamente sozinha minha criação e a de minhas irmãs. Como qualquer garoto da minha idade, comecei a namorar muito. Ela via aquilo e temia que eu engravidasse alguma das moças. Na minha família e na minha comunidade, era muito comum os jovens terem filhos cedo, perdendo muitas oportunidades na vida. Meu pai parecia não ligar para isso. Ele teve, ao todo, 12 filhos com mulheres diferentes. E sempre repetia que queria que eu desse muitos netos a ele. Minha mãe pensava diferente: ela queria que eu fosse além. Um dia cheguei tarde em casa e ela foi enfática. Me disse: previna-se sempre, planeje sua vida. E comentou sobre todos os nossos conhecidos que haviam estragado o futuro por causa de uma gravidez indesejada. Senti que a coisa era séria e percebi tudo o que ela havia superado para falar daquele assunto comigo, já que sexo e drogas eram tabus na minha casa. Por isso, sempre pensei nela e me cuidei. Pude seguir meu caminho sem barreiras. Tive liberdade para investir na minha carreira, arriscar, sem a preocupação de ter de sustentar uma criança, que é algo de uma enorme responsabilidade. Na hora certa, vou planejar ter um filho. Tenho três sobrinhos e adoro crianças. E vou ser o maior pai babão, com toda a tranquilidade."

MV Bill, 35 anos, carioca, compositor, rapper, escritor

quarta-feira, 17 de março de 2010

Homenagem do dia das mulheres, ok, atrasada, mas importante!

Se os homens soubessem como é fácil agradar uma mulher…

por Beth Valentim

Ele tirou do bolso um pacote pequeno e disse: “Isso é para você”. Fiquei sem fala porque não esperava. Era uma lembrança mínima, delicada, talvez não tenha custado quase nada, mas durmo com ela ao meu lado desde aquele dia.
Um homem deveria entender nossas sensibilidades. As diferenças que nos tornam mulher. As que, mesmo com o tempo de luta para evoluir, não deixaram de pertencer à típica essência feminina. Embora passem os anos adoramos tê-las perto de nós.
Podemos desbravar o mundo com as nossas lanças afiadas. Controlar os instintos para que não derrubem os alicerces que foram fincados no chão para nos proteger das leis do passado. Estudar, possuir cursos e chefiar pessoas no trabalho. E, mesmo assim, jamais deixamos de sonhar. De delirar com lindos vestidos de seda nas vitrines. Sapatos que tornem nossas pernas mais torneadas. A maquiagem que brilha na face e nos transporta a lugares desiguais para que um ser masculino saiba onde fica. É fantasia. Êxtase. Mania de pó translúcido, lápis preto e rimel aos borbotões. No fundo o lema é: Ilumina mulher. Faz de conta que nada consegue apagar a luz que mora em seu coração.
Queria dizer a um ELE que dê mais flores para a mulher. Um mimo que de tão pequeno não imagina o que provoca. A lembrança tirada do bolso despretensiosamente e que entrega assim, do nada. E que efeito faz. Que brilho a vida rosada transparece. Se ele soubesse o quanto precisamos de detalhes. Dos que ficam guardados na lembrança pelo resto da existência, não deixaria de oferecer a riqueza de um grão de arroz com o nome da amada gravado ou um chaveiro que acende. Mínimos tesouros vivos. Preciosos diamantes.
Se um ELE soubesse como o bilhete no papel de chiclete ficou para sempre acomodado na gaveta dos sonhos. O que ela sente quando revela que guardou uma de suas calcinhas. A foto mínima e sensual e com seu rosto, bem escondida, para ninguém achar. Frações de sentimentos, prazeres que mexem com a carne fêmea. Que faz as asas dos sentidos voarem em liberdade.
Mulher gosta de pingos nas letras. De corações azuis espalhados na cama. De pétalas de rosas jogadas no chão do quarto. De velas acesas em torno da banheira de hidromassagem. De fortuitos beijos e transas no banheiro de uma festa.
Se um ELE soubesse que pequenos detalhes nos tornam grandes. Motivam. Engrandecem a autoestima. Que não precisa gastar tanto dinheiro com presentes caros. É claro que adoramos jóias, mas que junto a elas esteja um cartão escrito: “Mulher da minha vida”.
Não adianta dizer que perdemos a feminilidade com as lutas travadas durante séculos. . Que a delicadeza não mais importa. Que o cheiro de uma mulher não mexe com os homens. A lingerie que distorce as leis objetivas tão masculinas. Um simples e pequeno pano rendado que transtorna os hormônios e aceleram a busca de suas mãos através de nossos corpos. Que poder!
O olhar que desnuda. Os dedos que seguram firmes nossas coxas. As mordidas sutis nas curvas dos seios, as loucas investidas no íntimo de nós.
Se ele soubesse que quando esquece só por instantes o rico projeto em que trabalha e oferece os braços em um abraço, não mais nos deixaria de lado tantos dias. Telefonaria para dizer “boa noite” ou “bom dia” e que para nós representa “eu te amo”.
Como é bom observar quando um charmoso de um metro e oitenta tropeça quando nos vê. São aqueles detalhes, entende? Quem esqueceria algo assim?
Um ELE deve saber que uma ELA precisa de marcas que a deixe sonhar até o próximo encontro. Que é a escolhida entre tantas, que seu rastro marca o espaço entre os dois. Também a presentearia com uma pedra do fundo do oceano de um lugar proibido de resgatar lembranças quando foi mergulhar. Para ela daria, para mais ninguém.
Se um homem acreditasse nessa necessidade de carinho. Nos hormônios que desfalecem quando vibram com o som da voz nos amando. Das brincadeiras quando se encontram. Os bombons de licor. As paçocas baratas. O refrigerante doce. Pois é, só detalhe, mas que uma mulher jamais esquece. Como sair do caminho para vê-la de longe, só para matar a saudade. Tantas coisas um homem poderia fazer para nos ter amantes. E esses pedaços do céu não são encontrados em nenhuma loja e sim em sua criatividade.
Tomara que um ELE leia esse texto. Que possa guardar como lembrança o sinal dos tempos. O desejo que externamos e não põem em prática, mas que nunca desistimos de pedir. Se percebesse o que uma mulher precisa para ficar feliz, tiraria a foto da lua cheia ou lhe entregaria um vidro pequeno de purpurina dizendo ser o pó das estrelas. E nós, queridos, acreditaríamos porque somos chamadas Mulher.

quarta-feira, 10 de março de 2010

SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?
hahahahahahahahaha!...
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?
É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?
Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.
Dura, densa, e bem ruim.
Brincar é legal. Entendeu?
Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.
Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.
Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.
Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.
Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...
Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Arnaldo Jabor

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sobre mulheres imperfeitas e tangíveis

"Nos comentários do PdH (não lembro onde), chegou uma pergunta sobre o que os homens achavam das mulheres gordinhas. Ampliando a pergunta, vou falar sobre o que os homens acham das mulheres. Sim, mulheres, no geral.
Começo com uma hipótese: há dois tipos básicos de mulheres. Um deles diz respeito àquelas que ilustram capas de revista. Magra, cintura perfeita, pele incrível, seios absurdos, mãos delicadas, barriga inexistente, unhas provocativas, coxas torneadas…
A impressão de um estereótipo que, por retratar o padrão de “mulher bonita”, destaca aquelas com a genética impecável – às vezes nem tão impecável assim (já viu o dedão da Megan Fox?) – e exige uma dedicação quase única e exclusiva à imagem e ao culto do corpo.
Outro reúne aquelas mulheres reais, com desejos, obrigações, trabalhos, pressões, angústias e intempéries hormonais.
No entanto, se observarmos as mulheres perfeitas para além da capa de revista ou do cartaz do cinema, talvez encontrássemos mais mulheres reais, afinal ser a Scarlett Johansson não garante a ausência de outras formas de imperfeição, assimetria, decrepitude e problemas.
Portanto, descartando a hipótese inicial, se nos aproximarmos, se olharmos de perto, encontraremos só um tipo de mulher, ou seja, tipo algum, só mulher mesmo. No plural, melhor: mulheres. Mulheres tangíveis.



“O pior que você pode fazer é me tratar como se eu fosse a Scarlett Johansson”


Quem são as garotas que moram ao lado?

Aquelas que acordam às 6h, tomam banho correndo, tomam um iogurte de café da manhã, leem o jornal e terminam de se maquiar no carro ou metrô. Aguentam esporro do chefe, ganham menos, ignoram todas as cantadas idiotas e nojentas que só nós homens somos capazes de conceber…
São essas mulheres, com uma rotina muito mais excruciante que a nossa, que ainda precisam se manter no peso ideal, sem estrias, sem culotes, sem bad hair day, sem peito caído e mais infindáveis neuras, um bocado delas reforçadas pelos padrões de beleza e ou outro bocado marteladas pela cobrança natural que as mulheres se impõem – para se sentirem bonitas, desejadas, femininas e tantos outros adjetivos.
Nessa correria pra assobiar e chupar cana todos os dias, às vezes escapa uma unha por fazer, uma perna mais cabeluda, uma barriguinha mais saliente.
Mas você, homem consciente, inteligente, sensível e, acima de tudo, esperto, sabe mais do que ninguém que tudo isso é bobagem. E que maior bobagem ainda é reforçar as cobranças que as mulheres já se fazem todo dia.


Para quem quer 100% de prazer sem celulite (aproveite e use do outro lado também, que tal?)


Tudo o que elas menos precisam de você

Responder automaticamente àquela pergunta cabeluda da mulher sobre o peso, o cabelo, o peito ou as unhas é um crime maior do que dar a real. Um displicente “Não, amor, que é isso!” enquanto você mantém os olhos no monitor é a prova final de que você não está nem aí, seja para a mulher ou para a pergunta dela.
Aquela “Amor, você acha que eu estou gorda?” nada mais é que um pedido de “Por favor, me ajude a lutar contra a minha autoestima e a minha necessidade de afirmação e me diga que eu estou linda”. Não quero crer que esse raciocínio seja só meu e nem que você, homem ou mulher, vá se ofender com isso. Afinal, qual é o homem que não gosta de ouvir um “Nossa, fulano, a noite de ontem foi incrível!” e variáveis mais íntimas acompanhadas dos sinais básicos da sinceridade?
Homem gosta de mulher. E um cara perspicaz sabe que ter uma mulher satisfeita e realizada, feliz consigo mesma, é muito melhor do que ter uma mulher que vive no esforço de manter um padrão, que se furta até a comer um chocolate porque engorda, que não consegue escolher uma bebida num cardápio sem fazer as contas das calorias ou pedindo que a caipirinha seja feita com adoçante.


Lizzi Miller na revista Glamour. Você não pegava fácil?
E, antes que você me entenda mal, o que estou dizendo é que, você, homem, não deveria reforçar as neuras que já pesam tanto sobre as mulheres. Elas fazem isso bem melhor e há muito mais tempo que você. E, acredite-me, não precisam de você para ampliar isso. Ela só precisa que você goste dela – como se diz nos livros de autoajuda – como ela é.
Quem é você?
Além disso, quem é você pra apontar o dedo ou “botar banca” desse jeito? Por acaso você é alto, barbado, tem braços e mãos fortes, barriga tanquinho, coxas grossas, bunda grande, ombros largos, queixo quadrado e tantas outras características que fariam “qualquer” mulher babar?
Se você se permite tantas imperfeições, por que dar uma de moleque mimado?
“Ai, estrias, ui, não poooooooosso com elas!”
Nessa cena improvável (em fala, mas não em pensamento), em que o cara vira uma mulherzinha, eu imagino a mulher virando homem: “Para de reclamar e mete logo!”.
Mulheres, mulheres, mulheres…
Durante uma ida a um bar, uma caminhada pelo bairro, um passeio pela praia, você vai cruzar com mulheres das mais diversas formas.
Altas e magrelas, baixinhas e mais cheiinhas, mais peito, menos peito, mais bunda, menos bunda, mais barriga, menos barriga, algumas estrias aqui, um culote ali – isso sem contar todas as combinações possíveis… A variedade é imensa.
Resta saber se você prefere babar numa folha de papel produzida em série ou se relacionar com alguém tão real e única quanto você."
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Raiva é resultado de desejos e expectativas frustrados

Rancor e mágoa causados pelo sentimento podem gerar doenças graves como a depressão.

O sangue ferve, a respiração fica ofegante, a cara fica sisuda, o seu dia parece que acabou naquele exato momento. A cena descrita é um efeito presente em situações do nosso dia a dia: o que você sente é raiva. O problema é que quando não é trabalhada psicologicamente, a raiva gera rancor, mágoa e até dor física, que podem levar a doenças como depressão e estresse, além de prejudicar os relacionamentos.
Guardar para si esta sensação ruim só potencializa a angústia, por isso os especialistas aconselham ponderação e maturidade na hora de lidar com ela. "Estamos suscetíveis a senti-la já que estabelecemos relações afetivas com o outro, porém, devemos aceitar que ele não é o culpado pelo o que sentimos. Sentimos raiva por que não temos nossas expectativas concretizadas e daí vem a mágoa. Só que o outro não tem que, necessariamente corresponder as nossas expectativas, mesmo quando a causa é a injustiça ou a humilhação. Não somos iguais", explica o psicólogo Chris Almeida.

Uma pitada necessária, mas perigosa
Para o psicólogo Chris Almeida, a raiva é um sentimento fundamental para as relações humanas. "Ela faz você reagir ao que te faz mal, faz você querer mudar", explica ele. "Porém, quando em dose excessiva, causa mágoa e rancor e provoca muito mais mal para quem a sente do que para quem a despertou", continua. "Se a pessoa não sabe lidar com a frustração, pode desenvolver quadros de depressão e estresse graves, que só serão curados quando o paciente aceitar que a realidade nem sempre corresponde ao esperado", alerta o psicólogo.

"Sentimos raiva por que não temos nossas expectativas concretizadas".

O mundo não gira ao seu redor
Faz parte de saber lidar com a raiva entender que caminhamos sozinhos e que devemos correr atrás das coisas que queremos sem esperar delas nada em troca. Quando crianças, somos levados a acreditar que somos o centro das atenções e nos acostumamos com mimos e manhas e, quando crescemos, é difícil perceber que isso mudou e que as pessoas não vão fazer tudo o que queremos. "Quando não espero do outro aquilo que posso fazer por mim mesmo, não há frustração. A raiva é irmã mais velha do fracasso. Se valorizo demais esse sentimento, é por que deposito sempre no outro aquilo que é minha obrigação", explica o psicólogo.

O culpado sou eu?
Para Chris Almeida, a raiva é sempre causada pelas expectativas que depositamos no outro e não por culpa de alguém. Por isso, antes de culpar o outro pela raiva que sentiu, lembre-se de que você depositou sobre ele expectativas e desejos que são seus. "Mesmo quando esbarramos na mesinha da sala ao tentar chegar na cozinha, e sentimos raiva por isso, a causa do problema é a frustração de termos sido impedidos de fazer algo. A raiva é sempre fruto de um desejo que não se cumpre", explica o psicólogo.

"A raiva faz você reagir ao que te faz mal, faz você querer mudar"


Pronto, falei!
Guardar para si o sentimento é sempre pior. A raiva guardada vai se armazenando e tomando dimensões maiores. Na hora do desabafo, muitas vezes, aparecem mágoas do passado que estavam adormecidas e geram ainda mais confusão. "Por isso, resolva o problema conversando com o outro e tenha sempre em mente que ele não tem a obrigação de corresponder as suas expectativas", sugere o psicólogo.

"A raiva é irmã mais velha do fracasso. Se valorizo demais esse sentimento, é por que deposito sempre no outro aquilo que é minha obrigação".

Espere a poeira baixar
Na hora da raiva, a sensação de angústia e mal-estar sempre supera a racionalidade, agimos por impulso, e depois nos arrependemos. Para evitar essa situação, o psicólogo aconselha paciência e ponderação: "Espere a poeira baixar. Depois de certo tempo, digerimos melhor as coisas e não magoamos quem não tem culpa e, muitas vezes, evitamos que o problema se torne ainda maior por simples falta de jeito de lidar com a situação", diz ele.

Extravase e liberte-se
Se não dá para falar com o outro sobre a raiva para resolver e deixar as coisas às claras, o jeito é optar por meios alternativos. "Que tal um saco de pancadas ou um grito? Isso alivia a tensão", sugere Chris. Manual para não deixar que a raiva tome conta de você:

1- Não crie muitas expectativas em relação ao comportamento dos outros
2- Aceite o fato de que você não é o centro de tudo
3- Alivie a tensão com diálogo e métodos alternativos: exercícios físicos e meditação podem ser boas opções. "A raiva é como uma toxina, e precisa ser liberada para não se converter em coisas ruins", explica o psicólogo.
4- Procure reverter a raiva em estímulo, assim, você canaliza sua força para fazer coisas boas.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Terapia do espelho exercita o autoconhecimento e não custa nada

Update do post: Mentir demais tira o sossego e altera sua personalidade

O método só exige um espelho, uma cadeira e vontade de transformação

O desafio tem exatamente o seu tamanho e, para vencê-lo, só tem um jeito: encarar de frente. Esta é a proposta de um modelo simples e gratuito! de terapia: o hábito diário de se olhar no espelho. Mas a gente não está falando daquela ajeitadinha rápida no cabelo ou do retoque rápido no batom enquanto o trânsito não anda. A idéia é sentar-se confortavelmente e passar um tempo a sós com você mesmo, analisando as suas qualidades e refletindo sobre tudo aquilo quevocê gostaria de transformar , afirma a psicóloga Adriana Araújo, especializada em hipnose e colunista do MinhaVida. A seguir, ela ensina como usar o método a favor do auto-conhecimento e mostra tudo o que você ganha em cultivar a prática do questionamento constante.

Pergunte: nem que você queira, é impossível harmonizar todos os aspectos de uma vez. Divida sua vida em alguns aspectos. A psicóloga sugere pensar em assuntos profissionais; temas familiares; relacionamentos; lazer e saúde. Reflita sobre o que você deseja em cada um desses campos e pergunte-se: o que posso fazer para realizar meus sonhos? Estou no caminho certo para chegar lá? Só de formular essas dúvidas, você já consegue perceber o quanto está ou não alinhada aos próprios objetivos. Muitas vezes, o dia-a-dia vai consumindo nosso tempo e, quando notamos, estamos seguindo uma trilha que não tem nada a ver com nossas aspirações .


Olhe nos olhos: o espelho não está na sua frente à toa. Encontre um lugar calmo e, de preferência, com privacidade. Use o silêncio para entrar em contato com suas fraquezas e potencialidades, analisando o quanto elas andam se perdendo nas obrigações cotidianas.

Aceite-se como um todo: no começo, é normal focar sua atenção naquela espinha atrevida, no cabelo que está desbotando ou na barriguinha saliente. Mas, com tempo, condicione o pensamento e aprenda a olhar o todo, e não as partes e os defeitos. Depois de assumir que aquela imagem completa representa você, sua auto-estima vai decolar. Isso porque fica mais fácil perceber que os problemas são apenas pequenos grãos, perdidos em tantas outras qualidades.

Vá além da aparência: cuidado com a autocrítica exagerada. Insatisfações emocionais e estéticas acompanham a gente durante toda a vida. Não é o caso de se conformar com elas, mas sim de fazer as pazes consigo e erguer a cabeça, consciente de que está se esforçando paa mudar tudo aquilo que incomoda.

Equilibre os sentimentos: chore se sentir vontade. E caia na gargalhada em seguida, caso isso seja mais forte do que você. Não tenha vergonha de si mesmo e nem das suas emoções. Aproveite para perceber por que elas surgem, o que significam e dê vazão. O espelho está ali, imóvel e à sua disposição, lembrando que tudo aquilo faz parte de uma pessoa: você. Entender é o primeiro passo para modificar.

Vasculhe a alma: trabalhe um olhar reflexivo de si mesmo, começando no espelho e tentando expandi-lo para todos os momentos da sua vida. Pense nos seus desejos, nas suas vontades e relacione tudo isso com as suas atitudes. O quanto os seus hábitos traduzem os seus pensamentos, de fato? Se alguém listasse as suas últimas decisões, você conseguiria se reconhecer nelas?

Sintonia: fazer boas perguntas diante do espelho é essencial, porque são elas que vão encaminhar suas atitudes dali para frente. Mas você precisa entrar em sintonia com as respostas que essas perguntas produzem. Descobrir que um relacionamento não traz aquilo que você deseja, mas insistir nele por medo de ficar só, só vai produzir ainda mais angústias. Então, mais do que se olhar no espelho, considere as verdades que você passa a enxergar.

Treine: o método é simples e de graça. Mas, seguido corretamente, pode provocar a exaustão (tanto emocional quanto intelectual). No começo, a psicóloga recomenda que você faça este exercício diariamente, antes de dormir e ao acordar. Notando, entretanto, que o desgaste está excessivo, reduza o ritmo e respeite as suas necessidades. Dar ouvidos a elas é sinal de que você já começou a prestar atenção em si mesmo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Você é milho de pipoca ou piruá?


A transformação do milho duro em pipoca macia é o símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O “milho de pipoca” somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.

Piruá: o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

E você, o que é? Uma pipoca estourada ou um piruá?

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Diga o que pensa para ter mais amigos e sofrer menos


Expresse suas opiniões para prevenir estresse e depressão

O filtro que divide as idéias pensadas daquelas que ganham voz é indispensável no dia-a-dia. Dizendo tudo o que pensa, é difícil manter o emprego, segurar o namoro e até preservar os amigos. Mas o contrário disso também não é nada saudável. "Quem abre mão de falar o que pensa não se deixa conhecer", afirma a psicóloga Madalena Cabral Rehder, coordenadora do Núcleo de Especialização em Psicodrama e Sociodrama de Santo André e Região. A timidez e a vontade de agradar são, em geral, as justificativas usadas pelos indivíduos que, quase sempre, ficam quietos o máximo possível.
A estratégia, contudo, acaba pondo em risco o convívio social, ameaçado pela dificuldade de entender os desejos dessas pessoas e pela aparente falta de interesse que elas apresentam nas relações (afinal, expressão e participação andam de mãos dadas na maioria das vezes). "Deixar de expressar o que pensa é omitir-se perante a vida", diz a psicóloga.Sem dúvida, há quem nasça com um temperamento mais reservado, precisando sentir confiança no ambiente antes de manifestar opiniões. Não há problema nenhum nisso, aliás é até saudável e evita constrangimentos.
Isso porque essa avaliação funciona como uma espécie de vacina contra comentários não são adequados para o momento (seja pela superficialidade, seja pelo julgamento precipitado).Mas não pense que se furtando de falar você consegue desenvolver essa habilidade. Segundo a especialista do Núcleo de Especialização em Psicodrama e Sociodrama, expressar bem os seus pensamentos e opiniões requer aprendizagem, com exercícios freqüentes e de dificuldade variável. Soltar o verbo entre amigos, por exemplo, tende a ser bem mais simples do que relatar a seu chefe sua insatisfação no trabalho.Só lembrando que a comunicação é uma via de mão dupla: é importante falar e também ouvir, com o máximo de transparência possível, evitando questões mal resolvidas. "Aprender a se comunicar de forma espontânea e com criatividade favorece o crescimento pessoal e profissional", diz a psicóloga. As pessoas entendem as suas ações e, portanto, conseguem confiar mais em você graças à intimidade que é partilhada pouco a pouco.
Manual contra timidez
Receita pronta, para combater a timidez, não existe. Mesmo quem tem facilidade para se expressar, não raro, acaba sendo vítima de mal-entendidos. Se isso acontecer com você, use o episódio em favor da experiência (e não como fonte de lamentações e desculpa para se fechar ainda mais). "As falhas geram frustrações e ansiedades, que precisam ser vistas e revistas sempre por meio de uma análise com um psicólogo ou de uma auto-análise", recomenda Madalena Rehder. Nos momentos explosivos, entretanto, o silêncio raramente encontra substituto melhor, seja você da turma expansiva ou mais retraída. "Nesses casos, o melhor mesmo é aquietar e, posteriormente, falar do assunto em outro momento propício. A cautela na comunicação muitas vezes é bem-vinda. Aprendemos com o outro, assim como o outro aprende conosco", diz a especialista. A psicóloga ainda explica que as pessoas tensas, sob pressão do estresse, são as mais comprometidas nos seus discursos.
Elas sentem que o mundo é um adversário e, para superar o problema, a dica é procurar um auxilio profissional da área de saúde (médicos, psicólogos), readquirindo sua energia vital da comunicação com criatividade e espontaneidade. É até normal querer falar e ter as palavras atropeladas pelo choro. As emoções tornam o diálogo mais tenso e, por causa disso, é importante não deixar os sentimentos guardados, acumulando-se em forma de angústia. "Refletir, meditar e analisar sobre as situações vividas que não deram certo ou foram frustrantes são os exercícios mais difíceis, mas também os mais valiosos e saudáveis para as descobertas do amor próprio, para a aceitação pessoal e a para aceitar o outro", diz a psicóloga. Nestes exercícios, segundo ela, as falhas têm a chance de ser transformadas em fonte de aprendizagem. Quando esse processo torna-se natural, culpa, raiva e medo desaparecem e você fica imune a males mais sérios, como a depressão. "O isolamento é uma maneira de mostrar que você precisa de cuidado", afirma a psicóloga. Mas, certamente, pedir ajuda traz resultados bem mais eficientes em comparação a esperar que alguém adivinhe que você está sentindo falta de acolhida.

domingo, 8 de novembro de 2009

Fique de olho nas diferenças e perceba se elas somam na relação


Opostos que resultam em conflitos acabam com qualquer romance


Na novela Viver a Vida, da rede Globo, a atriz Taís Araújo vive a personagem Helena, uma modelo perto dos 30 anos de idade, que é casada com Marcos, um empresário cinquentão, interpretado pelo ator José Mayer. Na trama, a diferença de idade é uma das características do par romântico, mas será que essa e outras diferenças realmente pesam no dia a dia do casal? Quanta verdade há na máxima de que, no amor, os opostos se atraem? Para a psicóloga Tânia Vieira, casais como Marcos e Helena, geralmente caem no dilema de ter que abdicar de alguma fase da vida para viver o momento do outro. "Uma pessoa mais velha prefere aquilo que a estabilidade e a maturidade podem oferecer. Já o mais novo, pode não se adaptar à rotina mais regrada do mais velho, por exemplo. O que ocorre é que uma das partes, muitas vezes, deixar de viver uma etapa da vida em função da adaptação ao outro. Se isso servir como aprendizado, é saudável, mas se surgirem cobranças e culpas, poderá minar a relação", explica ela. Os opostos se atraem, porque buscamos no outro as referências que não encontramos em nós mesmos. Os opostos se atraem, porque buscamos no outro as referências que não encontramos em nós mesmos. Para ela, quando as diferenças deixam de completar a relação e se tornam motivo de briga, deixam de ser interessantes para a convivência. "Opostos que resultam em conflitos acabam com qualquer romance", explica Tânia Vieira.


Romantismo x praticidade


Outra dupla que pode provocar desentendimento. Um é o romantismo em pessoa. Vive esperando declarações apaixonadas e adora reforçar o amor do casal com presentes e mimos. Enquanto, o outro não sente a mesma necessidade de divulgar o que sente o tempo todo. Diante da situação, a psicóloga explica que a solução é encontrar um equilíbrio para que um dos dois não saia machucado, achando que não é correspondido. "É o momento para o mais romântico aprender que existem formas diferentes de manifestar afeto, e para o lado mais contido entender que os carinhos e agrados dão sempre um toque a mais na relação", sugere Tânia.


Carente x independente


Nestes casos, a chance de dar certo depende muito de como o casal interpreta o outro. O problema é que, na maioria das vezes, o carente acha que o independente não ama na mesma intensidade. "Para ele, o parceiro não corresponde por completo o afeto recebido. Já para o independente, liberdade e individualismo são fundamentais em uma relação. É muito difícil ter que conviver com as cobranças do parceiro e administrar as expectativas que ele deposita no outro, por isso, a sensação de que está sendo sufocado", diz Tânia. As pessoas podem se adaptar umas as outras, mas mudar seu jeito por causa do outro é um preço muito alto.


Extrovertido x introspectivo

"Por que você não se candidata? Você fala com todo mundo!" Essa frase, dita com tom de reclamação, é bastante comum quando um é mais tímido e o outro faz o tipo popular. A psicóloga explica que é complicado cobrar a mudança do outro já que, quando se conheceram, os dois já carregavam certos traços de personalidade. "Ou você se adapta ou corre, não tem jeito. As pessoas podem se adaptar umas as outras, mas mudar seu jeito por causa do outro é um preço muito alto", explica Tânia. Ceder não pode ser sinônimo de se sacrificar Um ouve jazz e outro rock. Será que dá samba? Quando as diferenças estão relacionadas ao gosto pessoal de cada um, o jeito é se adaptar e ceder até o limite de sua tolerância. "Às vezes, você passa a gostar do time ou do estilo musical do outro e isso pode até se tornar uma descoberta interessante. Mas ceder não pode ser sinônimo de se sacrificar", recomenda a psicóloga.